Ativistas turcos nomeados para Prémio Sakharov

O jornalista Can Dündar e outros defensores da liberdade de pensamento e de expressão na Turquia, o líder dos tártaros da Crimeia Mustafa Dzemilev, as sobreviventes yazidis Nadia Murad Basee e Lamiya Aji Bashar e o professor uigure Ilham Tohti foram nomeados, esta quinta-feira, 15 de setembro, pelos grupos políticos e eurodeputados para a edição de 2016 do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento. O vencedor será conhecido no final de outubro.

No ano passado foi atribuído a Raif Badawi.

Os nomeados para o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento são:

 

Can Dündar e outros defensores da liberdade de pensamento e de expressão na Turquia

Can Dündar antigo editor-chefe do jornal turco Cumhuriyet foi condenado a cinco anos e 10 meses de prisão por “revelar segredos de Estado”, após o jornal ter revelado a entrega de armas do regime turco às forças rebeldes na Síria. Dündar que vive atualmente no exílio sobreviveria ainda a uma tentativa de assassinato.
Mustafa Dzhemilev

Há mais de meio século que o ex-presidente do parlamento dos tártaros da Crimeia, ex-dissidente soviético e deputado ucraniano defende os direitos humanos e os direitos das minorias. Dzhemilev tinha seis meses quando a sua família e a população tártara da Crimeia era deportada para a Ásia Central, só podendo regressar à terra natal 45 anos mais tarde. Agora, com a anexação do território pela Rússia, Mustafa Dzhemilev encontra-se novamente impedido de entrar Crimeia.

 

Nadia Murad Basee e Lamiya Aji Bashar

Ativistas em defesa dos direitos da comunidade yazidi e porta-vozes das vítimas da campanha de violência sexual levada a cabo pelo Estado Islâmico Nadia Murad Basee, originárias da região de Sinjar (Iraque), estão entre os milhares de raparigas e mulheres yazidi sequestradas por militantes da ISIS e forçadas à escravidão sexual. Nadia Murad Basee luta também pelo reconhecimento do genocídio yazidi.

 

Ilham Tohti 

Ilham Tohti, ativista dos direitos da minoria uigure na República Popular da China, cumpre atualmente uma pena de prisão perpétua. Foi acusado de “separatismo” por ter fundado o website Uyghur on-line, criado com o objetivo de promover o entendimento entre uigures e chineses da etnia Han.

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