Arquitetura: Trienal de Lisboa com exposições até dezembro

Aí está a quarta edição da Trienal de Lisboa, sob o título “A Forma da Forma”, mantendo o mesmo objetivo de sempre: estimular e aprofundar o debate em torno de um largo espectro de posições contemporâneas sobre a prática da arquitetura, ou seja, sobre a forma como o mundo se transforma.  A iniciativa decorre até Dezembro.

Articulando um programa diversificado, a trienal “pretende vincar linhas de pensamento acutilantes para a produção da arquitetura num contexto social em rápida transformação”, referem os curadores André Tavares e Diogo Seixas Lopes.

“As diferentes posturas perante a arquitetura serão apresentadas em várias frentes, nomeadamente através dos seus aspetos estéticos, técnicos, sociais e políticos. Entender a prática da arquitetura como uma profissão empenhada num contexto social complexo permitirá desenvolver as implicações e possibilidades das decisões arquitetónicas, sublinhando a sua relevância técnica e cultural na sociedade”, acrescentam.

A Trienal deste ano está estruturada a partir de quatro exposições nucleares:  da autoria, da conceção e do universo visual em que as formas da arquitetura se movem (A Forma da Forma), passando pelo processo a que as formas concebidas são sujeitas no momento decisivo do estaleiro de construção (Obra), às circunstâncias críticas da transformação da paisagem (Sines: Logística Costeira) até à representação da cidade e aos usos a que as formas construídas se oferecem (O Mundo nos Nossos Olhos).

De entre estas, destaque para “Sines: Logística Costeira”. Durante meses, centenas de estudantes de arquitetura de todo o país visitaram Sines para conhecer o seu território, a sua história e a sua dinâmica urbanística. Preparavam a sua participação no concurso Prémio Universidades Trienal de Lisboa Millenium bcp, que em julho conheceu a proposta vencedora: “A Terceira Água”, da autoria dos alunos Flora di Martino, Rita Martins e Saule Grybenaite, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.

A proposta vencedora foi a que levantou as questões mais relevantes e melhor representou as principais tendências das estratégias de resposta à problemática territorial de Sines: a conjugação de um núcleo urbano, indústria e estrutura portuária.

Foram atribuídas menções honrosas às propostas “De Encontro ao Mar”, de Carolina Dias e Cristina Silva (da Escola de Artes da Universidade de Évora), e “Atlas de Sines”, da autoria de Anna Villa, Beatriz Morgado, Constança Lino, João Costa, Luca Salermo, Marco Meggiato, Marina Vismara, Paulo César e Vera Cunha (da Universidade Autónoma de Lisboa).

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