Bons Sons com prémio ibérico

O Festival Bons Sons recebeu dois prémios no Iberian Festival Awards, evento promovido pela Associação Portuguesa de Festivais de Música que distingue os melhores festivais realizados na Península Ibérica. Para Tomar seguiram os galardões de “Melhor Festival de Tamanho Médio” e de “Melhor Contribuição para a Sustentabilidade”, tendo o festival sido ainda escolhido como finalista em outras sete categorias.

A celebrar 10 anos, o Bons Sons mantém a sua matriz original: a apresentação de projectos sonoros nacionais de diferentes estilos e influências que varrem o espectro musical. A provar isso mesmo estão as sete confirmações agora anunciadas para a edição de 2016, de artistas emergentes a consagrados, todos com trabalho actual.

Por Tomar vão passar este ano Cristina Branco, uma voz única que empresta ao fado letras de poetas eternos mas pouco habituais neste registo, e Flak, compositor e guitarra fundadora dos Rádio Macau e dos Micro Audio Waves que irá apresentar músicas que abrangem as diversas fases do seu percurso, incluindo temas seus a solo, outros para os quais contribuiu com o seu talento e algumas composições novas.

Os Keep Razors Sharp – que oscilam no campo do psicadelismo, shoegaze e pós-rock -, as Golden Slumbers (projecto das irmãs Falcão e que é uma das revelações nacionais não se furtando às influências de Simon & Garfunkel ou Fleetwood Mac) e os Few Fingers são outros dos artistas já confirmados no Bons Sons.

Nascidos do Leiria Calling, os Few Fingers vão dar a conhecer as canções simples e despretensiosas, composições de legado folk e escola indie.

Os outros dois grupos confirmador são os Grutera e os Bonecos e Campaniça. Manuel Dias (marionetista) e António Bexiga (músico) juntam o teatro de marionetas à música da viola campaniça. Os bonecos ganham vida ao som das composições do instrumento português, numa dramaturgia que cativa o sorriso e desperta o imaginário fundado nos detalhes da cultura portuguesa.

Desde 2006 que o Bons Sons acontece na aldeia de Cem Soldos, em Tomar, organizado pelos habitantes da aldeia, concretizando uma forte ambição comunitária pela divulgação da cultura nacional e pela valorização regional.

Inicialmente com uma periodicidade bienal, esta passou a anual a partir da edição de 2015. Nas suas seis edições recebeu mais de 173 mil visitantes.

Na premissa de se constituir como plataforma de encontro da nova música portuguesa, o festival nunca repetiu projectos ao longo dos seus anos de vida, apresentando um total de 192 grupos nos palcos distribuídos pela aldeia.

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