Crowne Plaza: Horta urbana nasce em hotel do Porto

A realidade citadina deixou de ser um entrave à pequena agricultura, sendo agora possível plantar de forma simples e diminuindo o impacto ecológico associado à atividade. Neste sentido, o Crowne Plaza Porto instalou uma horta urbana de 300 metro quadrados no terraço do hotel, com o objetivo de “oferecer refeições mais saudáveis” no restaurante “Poivron Rouge” e, ao mesmo tempo, “contribuir para uma cidade mais sustentável”.

Incluir uma horta urbana no Crowne Plaza Porto foi uma decisão “quase imediata” da equipa do hotel, como afirma Mário Carvalho, um dos responsáveis da unidade. “Além de passarmos a ter um rápido e fácil acesso a alimentos sempre frescos e que encaixam na perfeição com o nosso conceito de cozinha mediterrânica – pura, natural e saudável -, este é o nosso contributo para uma cidade futurista e com hábitos cada vez mais amigos do ambiente”.

A instalação da horta ficou a cargo da Noocity Ecologia Urbana, uma “start-up” portuguesa sediada no Porto que, desde 2014, tem vindo a acompanhar a tendência crescente da agricultura urbana, na Europa e no mundo. A horta é composta por módulos numa generosa área de 300m², a maior instalada pela empresa no país.

A Noocity Growbed, cama de cultivo adotada pelo hotel num dos seus terraços, permite superar, simultaneamente, as principais barreiras da agricultura nas cidades, como a falta de espaço, e da atividade agrícola convencional, como o elevado consumo de recursos.

Por conter autorrega, este sistema permite ainda uma poupança de água global de até 80 por cento comparativamente aos sistemas de cultivo convencionais, já que evita a evaporação, diminui a frequência de rega e permite reter água das chuvas. Além disso, o sistema de sub-irrigação permite uma autonomia de rega de até três semanas.

A plantação inclui vários tipos de tomates, alfaces picantes, ervas aromáticas, cenouras, cebolas, rabanetes, frutos vermelhos, batata-doce e flores comestíveis, e as primeiras colheitas prevêem-se já para o mês de dezembro. De acordo com a época, serão ainda semeados novos produtos que terão o mesmo destino: a cozinha do restaurante do hotel.

Para o chefe Jorge Sousa, esta será a solução para “tornar o hotel autossuficiente em alguns ingredientes, maximizar o controlo de qualidade e conseguir ter acesso a produtos que já não se encontram facilmente no mercado”.

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