‘Estrela’ de Vítor Dias dá novo “brilho” à carta do restaurante Arcadas

Há cerca de um ano à frente do Arcadas, o emblemático restaurante da Quinta das Lágrimas, em Coimbra, o ‘chef’ Vítor Dias diz à SW que a experiência está a ser “gratificante”. A aposta nos sabores da região e nos produtos sazonais é uma das suas imagens de marca. Também por isso, a carta do Arcadas muda duas vezes por ano. Agora, com a chegada do Inverno, aí estão os cogumelos, castanhas, frutos secos … “comidas mais quentes e aconchegantes”.

O restaurante funciona com três menus. Um mais extenso, que consiste na degustação de oito pratos. Depois há o “Pedro e Inês”, composto por cinco pratos. “E todos os meses temos um menu temático que muda consoante a festa do mês, ou o produto do mês. Em dezembro é o menu de Natal, com o cabrito, o bacalhau, as rabanadas”. A entrevista, como talvez não pudesse deixar de ser, começa pelas estrelas Michelin.

 

O Restaurante já teve uma Estrela Michelin. Recuperá-la é uma prioridade sua?

Nós trabalhamos todos os dias para fazer um trabalho bem feito e para agradar os nossos clientes. Não sabemos como é o dia de amanhã. Para já é muito cedo estar a dizer se vamos trabalhar para isso. Se daqui um ano ou dois continuarmos com este tipo de serviço, com esta qualidade de serviço, será algo a pensar. Para já ainda não.

 

Em termos de experiência profissional este é o seu primeiro grande projeto?

Sim. Como chefia sim. Há um ano tenho vindo a desempenhar essas funções.

 

Isso foi um desafio. É começar pelo topo?

Senti isto de forma um pouco gradual. Já desempenhava funções de chefia embora tivesse o nosso ‘chef’ presente, mas era responsável de equipa e já era responsável por alguns menus. Isto foi só o virar de página, ser o cabeça de lista, responsável por tudo, embora já tivesse bastante experiência.

 

Este ano tem estado a correr bem?

Sim, acho que tem sido positivo. Pelo menos o feedback que temos tido dos nossos clientes tem sido muito bom. É isso que nos interessa. Tem sido um ano de luta, de mudança de estilo … de dar o nosso cunho ao restaurante. Mas tem sido muito positivo.

 

Como é que define o seu cunho?

Defendo muito os sabores da nossa região, da nossa terra, que é Centro de Portugal. É um bocado por ai o nosso caminho, apresentar bom e bonito mas sem esquecer o pilar que são as nossas tradições e a ligação à terra.

 

Há algum prato mais emblemático?

Temos vários … é óbvio que quando me fazem esta pergunta vou sempre para o bacalhau, que é um produto de eleição. Dá para fazer de mil e uma maneiras e é algo que adoro.

 

Como é que está a ver este despertar, se assim se pode dizer, da gastronomia em Portugal?

Tem havido um investimento muito grande, cada vez mais há glamour à volta da gastronomia. Vejo com muitos bons olhos esta aposta turística porque nestes últimos cinco anos tem havido um crescimento muito grande. Para nós como trabalhadores desta área é muito gratificante.

 

Isso deve-se a quê?

Deve-se ao investimento do Turismo de Portugal. O futuro de Portugal será o turismo e a gastronomia está muito associada a esse crescimento. Temos visto que ao nível dos ‘chefs’ de cozinha e mesmo nos vinhos também tem havido um investimento cultural, de aprender, de inventar e reinventar. Tem havido uma luta muito grande para fazer mais e melhor.

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