Exposição revela histórias dos forcados amadores de Beja

É um dos grupos de forcados mais prestigiados do país. Reativado em 2008, o Grupo de Forcados Amadores de Beja tem atuado nas principais praças do país e, agora, é tema de uma exposição patente ao público na Pousada de São Francisco, em Beja. A mostra chama-se “Tauromaquias com História”. É da autoria de Marco Gomes. E está patente ao público até 5 de novembro.

“O objetivo desta mostra é trazer a Beja, e aos amantes da tauromaquia, um pouco da história da tauromaquia contada através de diversas peças do espólio do professor Marco Gomes”, diz à SW Portugal o cabo do GFAM, José Maria Charraz.

“Foi selecionado um vasto conjunto de peças, que compreende casacas de diversos toureiros, capotes de vários matadores de toiros, jaquetas antigas de múltiplos grupos de forcados, antigos cartazes de corridas de toiros, entre muitas outras”, acrescenta.

Segundo José Maria Charraz, cada peça “encerra em si muitas histórias que o visitante poderá conhecer”.

A mostra foi inaugurada durante a Rural Beja, certame que integrou várias largadas à moda alentejana. São largadas onde “qualquer pessoa que o pretenda tem oportunidade de experimentar os seus dotes de forcado ou de recortador”. “São colocadas na arena do tentadero reses bravas e cada um terá oportunidade de viver a emoção de estar em contacto com estes animais”, sublinha o cabo do GFAB.

Durante os quatro dias da iniciativa decorreram várias atividades relacionadas com a tauromaquia, como demonstrações de toureio a cavalo, demonstrações de toureio a pé, demonstrações de pegas, atividades direcionadas para crianças e a apresentação do livro “José Júlio – vida e tauromaquia”.

Fundado em 1975 pela mão de João Marujo Caixinha, o GFAB teve um período de interregno desde os anos 80 até 2008, altura em que reiniciou a sua atividade pela iniciativa de Manuel Almodôvar. “Fomos crescendo época após época, formando forcados de muita qualidade e que são hoje os grandes pilares do grupo. Nestes oito anos de refundação pisámos as principais praças do país e também temos algumas presenças em Espanha. Penso que temos honrado e dignificado a cidade de Beja bem como o forcado amador”, sublinha José Maria Charraz.

O cabo do grupo considera que os amadores de Beja têm “mexido muito com os bejenses em geral” sendo hoje “reconhecido” que a sua presença em praça é sinónimo de uma grande afluência de público. “Nas épocas de 2014 e 2015 ganhámos consecutivamente no Campo Pequeno o prémio da melhor pega. Foi um grande motivo de regozijo para nós e para aqueles que nos acompanham, foram dois pontos altos no nosso trajeto”.

“Um momento que todos nós nunca esqueceremos, foi quando pegámos doze toiros em 24 horas sendo uma corrida onde o peso médio dos toiros foi de 590 kg e outra corrida de concurso de ganadarias”, remata.

O grupo tem atualmente cerca de 40 forcados com idades compreendidas entre os 16 e os 42 anos, sem contar com os elementos do grupo de juvenis.

Texto | Ana Luísa Delgado

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