Museu da Figueira da Foz recorda 300 anos da maçonaria portuguesa

A exposição “300 anos de Maçonaria – Símbolos e Ritos 1717 -2017” está patente ao público, no Museu Municipal Santos Rocha, na Figueira da Foz até ao dia 27 de outubro, numa iniciativa da Divisão de Cultura da Câmara Municipal com o apoio do Grande Oriente Lusitano.

Esta mostra pretende evocar os 300 anos da fundação da Grande Loja de Inglaterra – em 1717 «a primeira obediência universal», dar a conhecer uma das mais enigmáticas e controversas organizações mundiais e proporcionar ao visitante um vislumbre da simbologia e da ritualística desta ancestral organização – a maçonaria”, explica à SW Portugal a chefe de divisão da autarquia, Margarida Perrolas.

Questionada sobre a razão do local desta mostra ser a Figueira da Foz, a mesma responsável diz tratar-se de uma exposição que “fazia todo o sentido ser realizada no concelho”, tendo em conta o passado que a maçonaria tem na região.

A maçonaria esteve presente na Figueira da Foz desde os seus primórdios, contando com obreiros como Manuel Fernandes Tomás, António dos Santos Rocha, Goltz de Carvalho, João de Barros, Joaquim de Carvalho, entre outros”.

Quem visita a exposição pode encontrar uma tábua cronológica que enquadra a formação da primeira obediência maçónica em 1717 e os três séculos que se lhe seguiram, assim como os acontecimentos mais relevantes que ocorreram no mundo. Nela o visitante fica a conhecer os “obreiros” e as lojas maçónicas existentes na Figueira da Foz, as associações figueirenses fundadas por ação de maçons do concelho e a sua ação filantrópica.

Em exposição encontra-se também um vasto conjunto de objetos como paramentos de mestre, aprendiz (aventais, faixas, joias …) e documentos do fundo documental do Museu Municipal e do Arquivo Histórico Municipal da Figueira da Foz. A exposição integra ainda a recriação de um templo maçónico e peças da coleção particular do artista plástico Francisco Simões.

A complementar a mostra, e como forma de comemorar o 20º aniversário da Grande Loja Feminina de Portugal, encontra-se patente ao público, no átrio do edifício do museu e biblioteca municipais, um conjunto de quinze fotografias da autoria de Joshua Benoliel, que ilustra a condição da mulher portuguesa nos primórdios do século XX.

Refira-se que o Museu Municipal Santos Rocha, que foi fundado em 1894 por António dos Santos Rocha, maçon, é o museu nacional que reúne, depois do Grémio Lusitano, o maior espólio relativo à maçonaria, em termos de objetos, insígnias e documentação.

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