Vozes no feminino marcam Festa das Vindimas na região do Dão

A Festa das Vindimas regressa a Viseu de 21 a 24 de Setembro, com uma oferta renovada de experiências culturais e vinhateiras, entre a cidade e o mundo rural do Dão. Ao todo, o festival promove este ano 25 eventos ao longo de mais de 40 horas de programação, iniciada a 21 de setembro com a Orquestra Juvenil de Viseu (no Viriato Teatro Municipal) e com a “Orquestra 625” (no Mercado 2 de Maio).

Realizada pelo quarto ano consecutivo, a iniciativa integra experiências de vindima ou atividades de visita e prova em 13 quintas aderentes, grandes concertos, um mercado de vinhos e sabores do Dão, um espaço infantojuvenil denominado “Dão Petiz” (com jogos tradicionais, oficinas e espetáculos), uma prova desportiva (a meia maratona do Dão) e uma maratona fotográfica para “instagramers”.

Na agenda musical, a organização elegeu quatro cabeças de cartaz, no feminino, justificando a escolha como um “tributo ao papel das mulheres no Dão”.

Teresa Salgueiro, ex-vocalista dos Madredeus, atua quinta-feira, 21 de Setembro, no Rossio de Viseu, pelas 21h00. Na sexta-feira, na Fonte das 3 Bicas, pelas 22h00, será a vez de a “voz doce” de Márcia, nome da nova música portuguesa conhecida por êxitos como “A pele que há em mim”, tomar o palco. Sábado, às nove da noite, atuará Isabel Silvestre, no Mercado 2 de Maio, e, pelas 22h00, o Adro da Sé espera noite de enchente com a fadista Ana Moura. Todos os concertos são de entrada gratuita.

A praça histórica do Mercado 2 de Maio renova, no festival, o seu estatuto de epicentro da programação, com a oferta de vinhos, sabores e gastronomia, artesanato urbano e espetáculos com vários artistas da terra (ADFECTUS, No Sundays, Jonny Abbey, Gryzzler, Carlos Viçoso, Francisco Cappelle, Tempo Singular e Pedro Duvalle).

Promovida pelo município de Viseu e pela Viseu Marca, em parceria com a Comissão Vitivinícola Regional do Dão e o apoio institucional do Turismo do Centro, a iniciativa espera atrair milhares de visitantes à cidade vinhateira do Dão.

O reconhecimento de Viseu como destino vinhateiro está hoje consolidado. As manifestações de interesse neste evento de vindimas têm largos meses”, diz Almeida Henriques, presidente da autarquia local, sublinhando que “a estratégia de valorização da identidade vinhateira de Viseu tem contribuído para o crescimento turístico da cidade e da região”.

Em quatro anos, entre 2013 e 2017, duplicámos o número de dormidas de 107 mil para mais de 200 mil”, refere.

Já para o presidente da Viseu Marca, João Cotta, “a marca vinhateira de Viseu é hoje incontornável no país. Essa marca tem um potencial turístico, mas também cultural e económico que está a ser valorizado”.

No âmbito da Festa das Vindimas, e pela primeira vez, decorrem ainda diversos eventos descentralizados. O Museu Etnográfico de Silgueiros organiza, na Quinta de Lemos, uma exposição de objetos antigos ligados ao mundo do vinho, aberta ao público em geral, realizando-se dia 22, pelas 23h00, uma “vindima noturna”, experiência singular que permite conhecer uma prática agrícola alternativa, com benefícios na conservação das uvas e no processo de vinificação, conduzida pelo enólogo Hugo Chaves.

Texto | Redação

Foto | Ana Carmo

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