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A Bruxa Teatro organiza festa do teatro em Évora (com vídeo)

Margarida Maneta texto | Gonçalo Figueiredo fotografia e vídeo

Entre 2 e 23 de outubro, A Bruxa Teatro organiza o Évora Teatro Fest. Entre espetáculos e workshops, o certame apresenta um programa dedicado à criação teatral desenvolvida em território português. 

Provenientes da Covilhã, Montemor-O-Novo, Faro, Lisboa, Setúbal e Sintra, as companhias selecionadas vão estrear em Évora, ao longo do mês, as suas mais recentes produções. O objetivo é “divulgar estruturas que estão a produzir por esse país fora e convidá-las a mostrar os seus mais recentes trabalhos”, diz à SW Portugal o diretor artístico de A Bruxa Teatro, Figueira Cid. 

Entre as criações agendadas, destacam-se as representações em torno da temática do amor e da paixão (com “Romeu e Romeu”, de João de Brito e Nuno Preto, “I’m So Excited”, de Mário Coelho, “Paradjanov – A Celebração da Vida”, com dramaturgia e direcção de Pati Domenech e “A Voz Humana”, de Jean Cocteau). E das interrogações pessoais, envoltas na solidão e na identidade (em “Solitária”, com direcção artística de Amândio Anastácio, “Confiando (Confinado)”, de Rui Sousa e “Damas da Noite”, de Elmano Sancho). 

Chegam, também, produções que refletem sobre questões traumáticas levantadas pela II Guerra Mundial (em “A Coragem da Minha Mãe”, de George Tabori e “A Paz Perpétua”, de Juan Mayorga) e outras que interrogam a hierarquização da sociedade a partir da voz dos marginais por si gerados (em “O Triciclo” de Fernando Arrabal). 

Além disto, está ainda prevista a realização de workshops com João de Brito, Elmano Sancho e Pedro Carraca cujas inscrições, revela Figueira Cid, “estão quase no limite”.

A programação arranca no próximo dia 2 de outubro, às 21:30 horas, com “Solitária”, uma peça da Alma d’Arame com encenação de Amândio Anastácio e interpretação de Susana Nunes. “Solitária” é a continuação dos espetáculos-performance que a Alma d’Arame desenvolve desde o início da sua actividade. “Este espaço-laboratório, sempre aberto para a exploração e para dar resposta à necessidade de encontrar novas narrativas, começa a ser uma marca do nosso trabalho. Começámos cada um no seu espaço solitário”, refere fonte da companhia.

O nome do espetáculo resulta do próprio processo criativo que, sustentado pela tecnologia, “misturou” a máquina e o Homem. “Por um lado: o espaço da narrativa, do teatro, da marioneta, do ser e do objeto; e, por outro: o espaço da programação, da cinética, da multimédia. Partindo do espaço solitário e criativo de cada um, vimos nascer o espaço comum de criação”, explica Amândio Anastácio.

Segue-se, a 5 de outubro, à mesma hora, “Paradjanov – A Celebração da Vida” de Pati Domenech, com dramaturgia e direção artística de Pati Domenech. “Dizem que um homem não deve expor o seu amor em praça pública, EU, respondo o contrário – Não há nada melhor, mais puro e mais digno que se possa expor, do que o amor!”, lê-se na sinopse da peça.

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