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Baal 17 estreia “Ruptura”. Uma peça construída com a comunidade de Serpa

Margarida Maneta, jornalista

Estreia, nos próximos dias 1 e 2 de outubro, no Cineteatro Municipal de Serpa, o espetáculo “Ruptura”. Com direção artística de Rui Ramos, a encenação envolve cerca de 70 pessoas em palco, reunidas a partir da parceria entre a Baal 17, a Oficina de Teatro de Serpa e a comunidade local.

A peça pretende responder à questão: nesta sociedade, o que é que poderia levar à guerra? A resposta, fruto da colaboração, troca de ideias e debate entre os envolvidos, surgiu: “A ditadura instituída a partir da cidadania”, em que os cidadãos se punem uns aos outros, inspirados por ameaças atuais como “o extremismo e o radicalismo”, bem como pela “vaidade, egoísmo e ego”, esclarece o diretor artístico.

O espetáculo representa, assim, “um futuro hipotético em que as pessoas são todas iguais, se dividem entre números de 0 a 5, que correspondem a estratos sociais, tentando ascender para se distinguir”, mesmo que para isso empurrem os outros para baixo, explica Rui Ramos em declarações à SW Portugal. Esta ação desenrola-se a partir de “uma força que os cidadãos não percebem de onde vem”, mas que “está em todo o lado” e os obriga a “segui-la cegamente”.

A ideia, a ser desenvolvida desde o final de 2018, sofreu constrangimentos provocados pela pandemia, que levou a produção a ter de optar, por vezes, por ensaios com menos participantes para “evitar ajuntamentos” ou até mesmo em “formato online”.

Dois anos depois, o pano sobe para alertar sobre a urgência de gerar “empatia, solidariedade e cuidado” com aqueles que nos rodeiam. Caso contrário, avizinha-se um futuro marcado pela “Ruptura” com a democracia, ao passo que ascende a ditadura da cidadania.

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