Enoturismo, santuários e arte contemporânea. Dias abertos na FEA
2021-10-03
Numa cidade como Évora é fundamental o investimento na mediação cultural
2021-10-03
Mostrar tudo

Cinema. “O Culpado”, de Antoine Fuqua. Entretenimento puro

Paulo W. Alves texto

Os mais velhos – não é preciso ser muito mais velho – lembrar-se-ão de “Cabine Telefónica” (“Phone Booth”), o thriller de 2002 realizado por Joel Schumacher e protagonizado por um Colin Farrell ainda em início de carreira, cuja ação decorre no espaço apertado de uma cabine telefónica. 

“O Culpado” aplica a mesa receita, com o protagonista, Joe Baylor (numa interpretação conseguida de Jake Gyllenhaal), preso ao telefone numa sala de emergência (112), a partir da qual trata de resolver um caso de sequestro e tratar da sua vida. A receita é a mesma e o resultado não anda longe desse filme de há 20 anos, com a diferença de que, agora, esta é uma fórmula já batida, até porque pelo meio ainda há “The Call”, com Halle Berry (2013), também ela uma operadora do serviço de emergência.

Sem profundidade, nem intensidade, requisito essencial ao género, é um filme de entretenimento puro, sem nada mais a acrescentar. Joe é um polícia suspenso de funções e envolvido num processo de divórcio, personagem tempestiva e descontrolada que se deixa arrastar para um turbilhão de emoções quando atende uma chamada de uma mulher que está em perigo e que havia deixado os dois filhos menores sozinhos em casa.

Trata-se de um remake do filme homónimo de 2018, que marcou a estreia na realização do dinamarquês Gustav Möller. Não se perderia muito se tivéssemos ficado pelo original.

Título original “The Guilty”

Realização Antoine Fuqua

Interpretação Jake Gyllenhaal, Ethan Hawke, Riley Keough

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *