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Documentário “O Lado Negro do Azeite” exibido no CineEco

SW Portugal texto | AAAF/FB fotografia

O documentário “O Lado Negro do Azeite”, realizado por Sandra Cóias e Pedro Rego, é exibido esta terça-feira, dia 12, na 27.ª edição do Festival de Cinema Ambiental (CineEco), a decorrer em Seia. O filme será exibido na competição de séries e reportagens televisivas.

Trata-se de um trabalho que documenta a luta da população da aldeia de Fortes (no concelho de Ferreira do Alentejo) contra uma fábrica de bagaço de azeitona, cujo fumo e cheiro torna o ar irrespirável.

Trata-se do retrato de “um Alentejo que vive hoje uma realidade confusa e fraturante. Por um lado, a produção de azeitona trouxe vivacidade à economia, por outro lado, trouxe enormes problemas territoriais e ambientais”.

“Não precisamos de ser especialistas em questões ambientais para, ao chegarmos a Fortes, percebermos que a vida ali é impossível de suportar. É difícil respirar. O fumo domina as vidas dos que lá sobrevivem, impedindo-os de terem uma existência condigna”, referem os realizadores. “Com o aumento da produção de azeite, surgem os problemas de escoamento dos seus resíduos”.

Assim, “quanto mais bagaço de azeitona, mais fábricas de secagem deste subproduto e consequentemente, mais povoações irão sofrer com o problema de maus cheiros e fumos tóxicos”. 

Lembrando que “já existem alternativas a este processo” de tratamento dos resíduos provenientes dos lagares de azeite, “basta que haja vontade e coragem política” para as executar, Sandra Cóias e Pedro Rego dizem ser tempo “de pensar nas soluções e voltar a dar alegria e vontade de viver” às gentes de Fortes. E das outras povoações afetadas por problemas idênticos.

De acordo com Fátima Mourão, membro da Associação Ambiental Amigos das Fortes (AAAF), “O Lado Negro do Azeite” consegue, por um lado, “mostrar o problema causado pelas fábricas” de bagaço de azeitona, ao mesmo tempo que “aponta a solução”. Uma delas poderá ser a experiência de compostagem que está a ser levada a cabo pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), também retratada no documentário.

Segundo a Associação Ambiental, a população das Fortes “sofre há mais de 12 anos com as emissões provenientes da fábrica da AZPO sem que tivesse havido actuação por parte do poder politico e das entidades competentes”. 

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