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Douro: Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo reabre em junho

Com mais de 250 anos de história, a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo foi a primeira quinta em Portugal a abrir um enoturismo com um hotel dedicado ao vinho. Depois do encerramento motivado pela covid-19, reabre a 5 de junho com espaços renovados, mas com o charme de sempre e a certificação “clean & safe” do Turismo de Portugal. 

Fonte da empresa explica que a reabertura permitirá descobrir a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo – “uma das mais antigas e emblemáticas quintas do Douro” – completamente renovada, mantendo “o charme dos 11 quartos” localizados junto à adega construída em 1764.

“O enquadramento é todo ele único e voltado para o rio Douro, com vistas soberbas para os terraços de vinha centenária. Um cenário paisagístico de cortar a respiração que pode ser apreciado dos inúmeros recantos da propriedade, das enormes janelas dos quartos ou ainda das salas interiores reservadas aos hóspedes, que convidam a uma pausa para leitura e reflexão acompanhadas por um bom copo de vinho”, acrescenta a mesma fonte.

Paralelamente, e como forma de celebrar os 15 anos de atividade turística, foi também lançado um conjunto de programas de visitas de um dia – “Um Dia no Douro Autêntico” – e de estadias de três a cinco noites – “Slowliving no Douro” –, que incluem várias atividades, desde caminhadas pelos trilhos da quinta, a piqueniques preparados pelo ‘chef’, passeios de barco privado no rio Douro e ainda uma experiência de enólogo por um dia, incluindo criação de lote, engarrafamento, arrolhamento, criação da imagem e rotulagem da garrafa que levará para casa.

Harmoniosamente integrada numa das colinas da propriedade encontra-se a adega original, datada de 1764, e a casa senhorial oitocentista com a capela (1765). 

Tendo sido propriedade da Casa Real Portuguesa até 1725, tornou-se uma “quinta nova” pela junção de duas quintas numa só. Durante os séculos XVIII e XIX, por aqui viveram várias famílias portuguesas que deram vida à vinha e ao vinho, aos pomares de fruta, à azenha junto ao antigo olival e à ribeira que atravessa a quinta, numa época importante na agricultura do Douro.

No século XVII, uma pequena capela foi construída na margem do rio para proteger os homens que se aventuravam nos barcos rabelos num trecho particularmente traiçoeiro do rio. Durante a viagem, quando a travessia não corria bem ou a morte lhes parecia próxima, os barqueiros faziam promessas à santa padroeira em troca de salvação e a seu pedido foi feita uma imagem em pedra de granito da Nossa Senhora do Carmo, com o escapulário da Ordem das Carmelitas. 

Desde 1999 que toda a história deste lugar é intensamente vivida pela família Amorim. Hoje já na quarta geração, a família está ligada ao vinho desde 1870, por via do seu primeiro negócio na produção de rolhas de cortiça para as Caves de Vinho do Porto, em Vila Nova de Gaia. Atualmente forma um dos grupos familiares com maior destaque em Portugal, estendendo os seus negócios em vários países do mundo e em diferentes setores de atividade.

A propriedade é gerida pelas mãos de Luisa Amorim que impulsionou o negócio de vinho da família. Com um sentido cultural profundo, os vinhos têm raízes ancestrais oriundos de regiões vitivinícolas de excelência em Portugal, lugares singulares como a Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo no Douro e a Quinta da Taboadella no Dão.

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