Alterações climáticas. 2020 foi um dos três anos mais quentes de sempre
2021-05-08
“As Vespas de verão picam-nos ainda em novembro”, pela Bruxa Teatro
2021-05-12
Mostrar tudo

Fábulas, opostos que se unem e luvas chinesas. As marionetas estão em Lisboa

Cada país tem o seu próprio estilo. Cada país tem a sua pequena fábula. Em “Petites Fables”, Agnès Limbos propõe-nos uma antologia do teatro de objetos, que mantém mais do que nunca a sua atualidade. Uma viagem ao mundo em miniatura com quatro pequenas fábulas que são como um diário de viagem. Contos imaginários que se passam em diferentes países. 

Há quem a apelide de “papisa do teatro de objetos”. Nascida em em Huy, na Bélgica, Agnès Limbos passou parte da sua infância em África. Estudou Ciências Políticas e Filosofia, iniciando-se como marionetista no Thèâtre Toone, em Bruxelas. Depois de várias colaborações com muitas companhias e criadores fundou a Gare Centrale em 1984, tendo-se especializado numa forma teatral particular: o teatro de objetos.  Através de uma linguagem visual em constante evolução, diverte-se a reunir, no universo por si inventado, fantasia e realidade, tragédia e humor.

De 12 a 14 de maio, leva “Petites Fables” em estreia nacional ao Teatro do Bairro, em Lisboa, num espetáculo inserido na 21.ª edição do Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas. Em vários palcos da cidade, até 23 de maio, estarão artistas que pensam e nos mostram o mundo através de todo o tipo de objetos, criando universos fantásticos em que tudo pode ganhar vida, num percurso desenhado pela memória, equilíbrio, engenho e espanto. É uma viagem à descoberta de imagens, de sons e de luz. Um teatro de todas as matérias – a marioneta para ver e pensar o mundo com um outro olhar.

Um mundo, por exemplo, “Branco como a Noite e Claro como o Preto”, um espetáculo surpreendente sobre a luz e a escuridão, frente e verso, dar e receber. Um quadro negro e um balde de tinta branca é tudo o que é necessário para uma viagem fantástica com pintura ao vivo que ganha vida – e para descobrir como os opostos se podem unir para construir o mundo.

Idealizado por Joachim Torbahn e encenado por Tristan Vogt, “Branco como a Noite e Claro como o Preto” passará pelo Teatro Luís de Camões entre os próximos dias 14 e 16 de maio. Equipados com pincéis e espátulas, os dois opostos embarcam numa aventura criativa, onde nem um único espaço fica por pintar! Promete-nos “uma viagem de descoberta para viajantes destemidos e curiosos”, através da qual as imagens mudam de forma constante:  O preto e o branco são as cores que interpretam os papéis principais,

apenas com algumas pinceladas, manchas e nuvens de borrifadores. A partir de uma linha, o ponto branco transforma-se num coelho, numa casa, numa baleia ou num gato.

Também de 14 a 16 de maio, mas no Teatro Municipal São Luiz, marionetas tradicionais de luva chinesas realizam várias cenas de cortar a respiração, e revelam a extraordinária manipulação e destreza

do mestre Yeung Faï. É a estreia de “The Puppet – Show Man” em Portugal.  Yeung Faï é o último descendente de uma dinastia de marionetistas (cinco gerações e vários séculos de manipulação). Pratica incansavelmente a sua arte, tornando-se no mestre incontestável de marionetas de luvas chinesas. Graças ao seu virtuosismo, é capaz de expressar com grande precisão o estado de espírito, temperamento e sentimentos das personagens que manipula.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *