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Marionetas em Évora. A BIME está “de pernas para o ar”

Texto Margarida Maneta

“É uma edição de pernas para o ar que reflete, também, o estado em que o mundo está”. Quem o diz, em tom de brincadeira, é o diretor do Centro Dramático de Évora (Cendrev), José Russo. A Bienal Internacional de Marionetas de Évora (BIME) está de regresso à cidade. O certame decorre entre 1 e 6 de junho, só com companhias nacionais e assinala a reabertura do Teatro Garcia de Resende, recentemente remodelado.

“Percebemos há cerca de dois meses que a Bienal não podia decorrer nos moldes habituais, juntando várias companhias de diferentes nacionalidades”, revela José Russo, explicando que “seria difícil” fazer chegar as companhias provenientes, por exemplo, do Brasil, Perú ou Inglaterra, dadas as restrições aéreas e quarentenas obrigatórias.

Por isso, este ano, a iniciativa reúne exclusivamente companhias portuguesas, 22 no total, o que vai permitir uma “condigna representação do trabalho que é feito em Portugal” nesta área. “E estamos muito contentes que assim seja”, acrescenta.

As companhias foram distribuídas por diferentes espaços dentro da cidade. Para gerir a circulação do público, a entrada, apesar de livre, é feita mediante reserva e a faltar apenas um dia para ter início. Segundo José Russo,“está praticamente tudo esgotado”.

Além dos 24 espetáculos, duas exposições e 78 sessões previstas, a organização desafiou o Museu da Marioneta, em Lisboa, para expor marionetas nas montras do Centro Histórico de Évora. Também os anfitriões da iniciativa, os Bonecos de Santo Aleixo, “sob o olhar de Paulo Nuno Silva”, vão estar espalhados pela cidade, lembrando que, mesmo de “pernas para o ar”, a BIME está de regresso.

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