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(música) António Caixeiro. “Quinta-Feira da Ascensão”.

Desde muito jovem que a ligação de António Caixeiro aos Ceifeiros de Cuba marca uma relação afetiva com as sonoridades do sul, que mais tarde se fortalecem na criação do grupo Coral Bafos de Baco. A sua voz distinta e poderosa passou a ser uma imagem de marca também de muitos projetos que integrou com artistas locais, nacionais e internacionais, experimentando novas sonoridades, sempre com o Cante e o cancioneiro tradicional alentejano como base.

A evolução das suas características como interprete e o desejo de criar um projeto artístico próprio conduziram António Caixeiro à produção da sua carreira a solo, onde transporta a sonoridade do Cante para outros ambientes musicais.

Enquanto se aguarda pelo álbum, a sair em breve, António Caixeiro aceitou o nosso desafio para gravar uma moda emblemática do cancioneiro alentejano: “Quinta-Feira da Ascensão”. Era habitual, neste dia, as famílias irem ao campo colher espigas de vários cereais, flores campestres (papoilas e pampilhos) e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Em certas localidades, segundo a tradição, o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada e só deve ser substituído por um novo, no dia da espiga, do ano seguinte.

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