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“O Alentejo tem todas as condições para atrair novas empresas” (com vídeo)

Ana Luísa Delgado e Margarida Maneta texto | Gonçalo Figueiredo fotografia e vídeo

O primeiro grande “desafio” que se coloca ao Alentejo, segundo Henrique Sim-Sim, coordenador da área social e de desenvolvimento da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), é o da demografia. “O despovoamento tem sido muito acentuado, continua a ser acentuado, assim como a baixa taxa de natalidade”. O declínio demográfico, “juntamente com o envelhecimento da população” constituem “um problema que se vem agudizando”.

A que se soma, acrescenta Henrique Sim-Sim, o facto de “muitos jovens” manifestarem “a vontade firme de sair da região”, boa parte deles depois de concluir a formação académica. “Eu diria que é importante que as políticas europeias promovam as políticas de coesão territorial, de promoção e desenvolvimento territorial que contraria esta tendência de baixa de natalidade, de despovoamento e envelhecimento.” 

Segundo o responsável da FEA – e vereador eleito (pelo PSD) na Câmara de Évora – a região Alentejo “tem uma oportunidade fantástica” decorrente da sua posição estratégica, “muito perto de Lisboa, muito perto de Espanha e do Algarve, com fantásticas praias”, a que se soma “um incrível” património natural. “Naquilo que é hoje o incremento da digitalização, da transformação digital, o Alentejo, que também tem boas condições no que respeita às redes, pode aproveitar esse potencial”.

O principal desafio, sustenta, é mesmo o demográfico. “Temos empresas que desejam instalar-se na região, mas este equilíbrio entre as empresas que querem vir, por um lado, e a a capacidade do mercado de emprego oferecer pessoas qualificadas para as empresas, é de facto um grande desafio”. Em síntese: “O Alentejo tem todas as condições para atrair a novas empresas, novas dinâmicas, novas pessoas, designadamente, os nómadas digitais”.

Henrique Sim-Sim falava à SW Portugal à margem de um debate sobre a política regional europeia e os seus impactos no Alentejo, realizado no Centro de Inovação Social da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), em Évora, em que também participaram o representante do Alentejo em Bruxelas, Marcos António Nogueira, e a vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Carmen Carvalheira.

De acordo com Henrique Sim-Sim, “o que tem sido menos bem conseguido” na execução do programa operacional Alentejo 2020, “tem sido focar muito os apoios destinados a entidades públicas e deixar de alguma forma as entidades privadas com menos acesso” aos fundos europeus. 

“Nós precisamos de incrementar mais aquilo que é a dinâmica das entidades privadas, com ou sem fins lucrativos. Estas precisam de ter mais acesso a fundos comunitários porque estão no território e podem, de alguma forma, alavancar os processos de desenvolvimento. Sabemos que as entidades públicas tiveram maiores dificuldades decorrentes daquilo que foi a conjuntura económica do país e da própria região e, por isso, eu diria que é importante ampliar o acesso de fundos a entidades privadas”, resume.

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