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Pandemia agrava dificuldades financeiras das famílias

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Apesar de as consequências da pandemia de covd-19 serem responsáveis pela crise financeira que as famílias portuguesas estão a viver, a verdade é que no ano passado, 61% das famílias inquiridas já sentia uma enorme preocupação face ao aumento das contas, provocando assim um efeito negativo no seu bem-estar geral. Esta é a conclusão do estudo European Consumer Payment Report (EPCR) da Intrum.

Um inquérito realizado recentemente pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) revela que uma em cada quatro pessoas cujo agregado familiar ganhava até 650 euros perdeu totalmente o seu rendimento desde o início da pandemia da covid-19. O inquérito demonstra a grande preocupação que existe face às consequências económicas que a pandemia e o confinamento estão a provocar, realçando o possível aumento do desemprego e a redução das fontes de rendimento da maioria das famílias portuguesas.

O European Consumer Payment Report (ECPR), estudo da Intrum que analisa os comportamentos de pagamentos em 29 países, confirma esta preocupação já existente – a possível perda de rendimentos. No dia em que se assinala o Dia Internacional da Família, é sabido que, cada vez mais, as famílias portuguesas têm dificuldades em pagar as suas contas e garantir rendimento até ao final do mês. O estudo da Intrum afirma que em 2019, mais de metade dos portugueses inquiridos (56%) não pagou as suas contas dentro dos prazos porque não tinha dinheiro. Um número superior à média europeia, que aponta para os 48%.

Esta preocupação, constante para muitos portugueses, levou a que 65% pedisse dinheiro emprestado aos amigos/familiares para pagar as contas. Também aqui, uma percentagem superior à média europeia (60%).

Numa altura em que o lay-off é uma realidade para mais de 600 mil portugueses, o aumento das despesas, nomeadamente no que diz respeito à conta da eletricidade é também um motivo de preocupação. A Intrum revela que os portugueses dão prioridade todos os meses às contas de gás, água e eletricidade (84%), seguindo-se as contas do médico/saúde e dentista (57%) e internet (52%), conclusões estas do estudo ECPR 2019.

De acordo com Luís Salvaterra, diretor-geral da Intrum Portugal, em 2019 “mais de metade das famílias portuguesas inquiridas acreditava que as suas contas estavam a aumentar mais rápido do que o seu rendimento. Atualmente, com uma perspetiva pouco positiva face aos próximos meses, os portugueses estão ainda mais receosos face ao futuro”.

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