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Parlamento Europeu quer plano de ação para reduzir quantidade de lixo marinho

23th May 2007 Mediterranean Sea

O Parlamento Europeu aprovou um relatório onde considera fundamental a adoção de medidas para intensificar a reciclagem no setor das pescas e reduzir substancialmente a utilização de plástico. No documento, os deputados sublinham que o lixo marinho, em especial o micro e o nano plástico, “constitui uma grave ameaça para várias espécies de animais marinhos”, bem como para os pescadores e consumidores. 

O texto salienta que um consumidor médio de marisco do Mediterrâneo ingere cerca de 11 mil fragmentos de plástico todos os anos. Estima-se que o setor piscatório perca entre 1 e 5 por cento da sua receita devido à poluição marinha.

Os resíduos das pescas e da aquicultura representam 27 por cento do lixo marinho. Por isso, o Parlamento Europeu insiste em que a União Europeia (UE) acelere o desenvolvimento de uma economia circular no setor, passando pela eliminação gradual das embalagens de esferovite e o aprimoramento dos canais de recolha e reciclagem de resíduos marinhos. O desenvolvimento de materiais sustentáveis ​​e novos desenhos para as redes de pesca também são fundamentais, acrescentam os eurodeputados.

Atualmente, apenas 1,5 por cento das redes de pesca são recicladas na União Europeia e algumas redes abandonadas, perdidas ou descartadas no mar “permanecem ativas por meses ou até mesmo anos”. Estas “redes fantasmas”, como são denominadas, “impactam indiscriminadamente toda a fauna marinha, incluindo as reservas de peixe”, alerta o relatório. Para resolver esta questão, os eurodeputados exigem que a Comissão e os Estados-membros adotem as orientações voluntárias relativas à marcação das redes de pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O Parlamento Europeu defende também um plano de ação da UE para reduzir substancialmente a utilização de plásticos e combater a poluição dos rios, cursos de água e costas, destacando que 80 por cento dos resíduos marinhos são provenientes da terra. São ainda pedidas mais investigações sobre o impacto do lixo marinho e do micro e nano plástico nos recursos marinhos.

“O combate ao lixo marinho não começa no mar, mas deve envolver uma maior visão que englobe todo o ciclo de vida de um produto. Cada lixo que vai para o mar é um produto que saiu do ciclo da economia circular. Para combater a poluição marinha, devemos continuar a promover modelos de negócios virtuosos e integrar novos setores como a pesca e a aquicultura nestes esforços globais”, diz a eurodeputada Catherine Chabaud, relatora do documento, recordando que “não há pesca sustentável sem um oceano saudável”.

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