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Poesia de bolso, visita ao paço e novos crioulos no dia aberto da FEA

SW Portugal texto Fundação Eugénio de Almeida fotografia

São apenas três das propostas da Fundação Eugénio de Almeida (FEA) para o “Dia Aberto”, a decorrer até amanhã. Mas são três que vale a pena seguir com atenção. 

A começar pela Poesia de Bolso (19h00, jardim das Casas Pintadas), que junta em palco Manuel Seatra e Jorge Barata. Juntos dão corpo a este projeto que combina três formas de arte em palco: a performance, a literatura e a música. A atuação é uma busca pela oralidade dissecada na árvore genealógica da literatura, acompanhada à guitarra no impulso de um ambiente etéreo moldado à vontade dos artistas.

Um pouco depois (19h30) será a vez da arquiteta paisagista Sónia Talhé Azambuja desvendar o simbolismo das plantas e dos animais nos frescos dos tetos do paço de São Miguel. Num espaço de encontro onírico, os visitantes são guiados pela linguagem simbólica dos frescos da sala oval e da sala de armas, na descoberta de representações das plantas e animais que marcam uma renovada percepção e relação do Homem renascentista com o mundo.

À noite (21h30, páteo de São Miguel) haverá lugar à música com Mário Lúcio & Os Novos Crioulos. Cantor, compositor, escritor, pensador e ex-ministro da Cultura de Cabo Verde, Mário Lúcio é uma das figuras mais conhecidas da cena cultural e musical cabo-verdiana, com projeção internacional. Escreveu canções para Gilberto Gil, Cesária Évora e Mayra Andrade, entre outros. A sua permanente pesquisa e a perfeição que empresta aos seus trabalhos dão à música tradicional do seu país um novo ar de modernidade, poesia e originalidade.

O programa completo do “Dia Aberto” pode ser consultado na página da Fundação Eugénio de Almeida.

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