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“Recuso essa ideia de ingovernabilidade da Câmara”

SW Portugal texto

O presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto Sá, diz recusar “absolutamente” a “ideia de ingovernabilidade” da autarquia, depois dos resultados das últimas autárquicas que permitiram a sua reeleição, sem maioria absoluta. 

“Não há nenhuma ingovernabilidade da Câmara, pois esta foi eleita, tem condições para funcionar e funcionará de uma maneira ou de outra”, acrescentou Carlos Pinto de Sá, citado pela Lusa.

A tomada de posse do novo executivo autárquico está marcada para o próximo dia 15 (20h30), nos Paços do Concelho. 

Até lá prosseguem as reuniões entre os eleitos da CDU (27,44%; dois vereadores) e os do PS (26,27%; dois vereadores), do PSD (19,07%; dois vereadores) e Nós Cidadãos/RIR (12,71%; uma vereadora) com vista à obtenção de um eventual acordo de gestão para os próximos quatro anos.

“Já iniciámos o diálogo e as negociação estão a decorrer normalmente e com boas perspetivas”, revela Carlos Pinto de Sá, sublinhando que todos os cenários estão em aberto, incluindo a entrega de pelouros aos vereadores da oposição. Por enquanto “há apenas a disponibilidade que todos manifestaram para negociar”.

“Os eleitores quiseram dispersar os votos e criar uma determinada correlação de forças que indica a necessidade de haver negociações para se encontrarem soluções de resposta aos problemas do concelho e da população”, conclui o autarca.

Às negociações para a gestão da Câmara somam-se as que decorrem em diversas freguesias do concelho, designadamente nas maiores (Malagueira/Horta das Figueiras e Bacelo/Senhora da Saúde), onde o PS venceu mas sem maioria absoluta. E onde existe até uma maior dispersão de votos. O primeiro embate será a formação das mesas das Assembleias de Freguesia. 

Na União de Freguesias da Malagueira e Horta das Figueiras (18.475 eleitores), o PS conseguiu fazer eleger Ananias Quintano como presidente da Junta de Freguesia mas, na assembleia, dispõe de quatro elementos em 13. Os restantes nove estão distribuídos pela CDU (três), PSD (três), NC/RIR (dois) e Chega (um).

Situação idêntica ocorre na União de Freguesias do Bacelo e Senhora da Saúde (15.792 eleitores), onde a vitória coube igualmente ao PS, que elegeu o presidente da Junta, Luís Pardal, mas que não vai além de quatro eleitos em 13. Os restantes nove são da CDU (três), PSD (três), NC/RIR (dois) e Chega (um).

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