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Série televisiva “Vento Norte” gravada no Museu dos Biscainhos

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Museu dos Biscainhos, em Braga, será o cenário principal da nova série televisiva “Vento Norte”, cujas filmagens terão início no próximo dia 13 de julho, prolongando-se por três meses.

Segundo a Direção Regional de Cultura do Norte, uma equipa da produtora Recados do Mundo Filmes efetuou uma visita técnica ao museu, a fim de agilizar os principais pormenores que antecedem as gravações, que irão também decorrer no Mosteiro de Tibães.

Sendo uma ideia original de João Lacerda Matos, Almeno Gonçalves e João Cayatte, “Vento Norte” é uma série de época (na sua primeira temporada conta com 10 episódios de 45 minutos), na linha de séries como Downtown Abbey ou Upstairs Downstairs, que conta a história de uma família aristocrata do Minho, em paralelo com a história dos seus criados, nos anos que se seguem à I Grande Guerra e que antecipam e originam o Golpe Militar de 28 de Maio de 1926, liderado por Gomes da Costa, que institui a ditadura militar, mais tarde o Estado Novo. 

O elenco da série é constituído por 66 atores (sendo que cerca de 20 atores são oriundos de Braga), dos quais se destacam os nomes de Almeno Gonçalves, Natália Luiza, Adriano Luz, António Melo, Joaquim Nicolau, Fernanda Lapa e Ruben Rios (Galiza). 

“Vento Norte” é um romance histórico, rico em intriga e em drama. Uma visão de um Portugal à beira da ditadura, em plenos anos loucos, em que tudo parecia possível. A série inclui também pequenas presenças de personagens que ajudaram a moldar a cultura portuguesa do século XX, como Amadeu Sousa Cardoso, Fernando Pessoa ou José Almada Negreiros. Outras figuras históricas como Salazar ou Maria Adelaide Cunha também partilham as suas histórias na série. 

Os direitos de distribuição estão assegurados pela RTP, que a irá transmitir em 2021, existindo já pré-acordos de exibição em França, Luxemburgo, Angola, Moçambique, Canadá e Estados Unidos da América.

Instalado no Palácio dos Biscainhos – habitação dos condes de Bertiandos – fundado no século XVII e transformado na primeira metade do século XVIII, o museu foi criado em 1978. O palácio, os jardins barrocos e as suas coleções, revelam o quotidiano da nobreza setecentista e dos outros habitantes do espaço: capelães, criados e escravos.

A exposição permanente permite o conhecimento contextualizado de coleções de artes decorativas (mobiliário, ourivesaria, cerâmica, vidros, têxteis, metais, etc), instrumentos musicais, meios de transporte, gravura, escultura/talha, azulejaria e pintura, entre o século XVII e o primeiro quartel do século XIX.

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