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“Temos o grande desafio de conseguir atrair pessoas para a região” (com vídeo)

Ana Luísa Delgado e Margarida Maneta texto | Gonçalo Figueiredo fotografia e vídeo

A vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), Carmen Carvalheira diz que a “falta” de mão de obra e de know-how deixa muitos concursos públicos vazios, sem empresas candidatas para os executarem. E que isso é uma condicionante ao programa operacional Alentejo 2020 (cuja taxa de execução ronda os 50 por cento, uma das menores do país).

“Desde que mudou a gestão da CCDRA, houve um incremento significativa na percentagem de aplicação dos fundos europeus”, garante Carmen Carvalheira, acrescentando que a execução fica por vezes comprometida devido à não apresentação de candidaturas por parte das empresas.”Vamos ter o grande desafio de conseguir atrair pessoas” para o território, acrescentou, sublinhando que a importância de “tirar partido” da diversificação da região. “Temos o desafio transfronteiriço, temos o desafio da costa e do mar, onde é preciso dar uma grande atenção e um forte investimento. Temos as ligações a Norte e a Sul, também elas significativamente diferentes. E é preciso colaboração para que se consigam encontrar formas de tirar partido do que corre bem”.

Carmen Carvalheira falava à SW Portugal à margem de um debate sobre a política regional europeia e os seus impactos no Alentejo, realizado no Centro de Inovação Social da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), em Évora, em que também participaram o representante do Alentejo em Bruxelas, Marcos António Nogueira, e o coordenador da área social e de desenvolvimento da FEA, Henrique Sim-Sim.

Segundo refere, a execução dos programas europeus tem de ser enquadrada no desafio, “que partilhamos a nível mundial”, e que se prende com a recuperação da pandemia de covid-19 – “a nossa capacidade de resiliência ficou posta à prova e vamos ter que conseguir tirar o melhor de uma coisa que não foi boa, mas como aprendizagens para o futuro” -, que envolve um conjunto diversificado de áreas. 

A começar pela mitigação dos efeitos decorrentes das alterações climáticas: “Estamos muito concentrados em criar uma estratégia regional para as alterações climáticas, totalmente coordenada e, aqui, uma das palavras mais importantes que tem que estar sempre presente é a coordenação” entre todos os agentes e instituições, a começar pelas autarquias.

As questões da sustentabilidade e da transição digital – “é fundamental que agora consigamos aproveitar as alterações dos nossos comportamentos que aconteceram com a pandemia” – são outras prioridades. Segundo Carmen Carvalheira, é crucial “conseguir que toda a região tenha cobertura de Internet porque onde ela chegar vamos estar, naturalmente, com maior possibilidade de conseguirmos esta estratégia de transição digital”. 

Finalmente, a vice-presidente da CCDRA sublinha o “desafio da mobilidade” como crucial para o futuro dos territórios de baixa densidade, como o Alentejo. “Temos de conseguir ligar não só os transportes de grandes dimensões, como os casos da ferrovia ou do aeroporto de Beja, de que temos de tirar partido dele, mas depois ligá-los e garantir acessibilidades a todos os cidadãos, independentemente do sítio onde vivam e das suas condições financeiras”, conclui.

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