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UE dá “boas vindas” a novos alunos. Restam 105 vagas em sete cursos

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Das 34 licenciaturas da Universidade de Évora (UE), 27 ficaram com todas as vagas preenchidas na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público. E uma delas, Engenharia Informática, ficou lá próximo, tendo apenas “sobrado” três vagas para a próxima semana. Mas há seis licenciaturas com uma oferta formativa muito superior à procura. 

Apesar da empregabilidade quase garantida, Engenharia Mecatrónica é uma delas. A UE abriu 40 vagas, e 31 continuam por preencher. Estudos de Filosofia e de Cultura Contemporânea é outro caso: apenas quatro alunos já estão colocados em Évora, tendo ficado 16 lugares por preencher, tantos como os da licenciatura em Engenharia e Energias Renováveis. 

Matemática Aplicada à Economia e Gestão (com 14 vagas para a segunda fase do concurso), Economia (com 13) e Engenharia e Gestão industrial (com 12), são outros cursos onde ainda é possível encontrar lugar na UE.

A licenciatura de Medicina Veterinária é aquela que apresenta uma média de entrada mais elevada: 17,26. Segue-se Psicologia (16,00) e Relações Internacional e Enfermagem, onde o último aluno colocado teve média de 15,34. Em dois cursos houve admissão de alunos com nota negativa, ou seja, inferior a 10: em Enologia foram colocados 20 alunos, tantos como as vagas disponibilizadas, tendo o último sido admitido com uma média de 9,5. Em Engenharia Informática, foram preenchidos 57 dos 60 lugares postos a concurso, o que teve a noite mais baixa entrou com uma média de 9,63.

Caso todas as vagas fiquem preenchidas na segunda fase, a UE terá 1330 novos alunos. As licenciaturas com maio número de lugares esgotaram as vagas: Gestão (68), Enfermagem (65) e Relações Internacional (62). O curso com menor número de alunos (16) é Ecologia e Ambiente. 

A receção aos novos alunos irá acontecer no próximo dia 6 de outubro, às 11h00, no claustro do Colégio do Espírito Santo, numa sessão que contará, entre outras, com a intervenção da reitora da UE, Ana Costa Freitas, e do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Numa nota de imprensa, a UE congratulou-se por já preenchido 92% das vagas colocadas a concurso, assinalando que nos dois últimos anos o número de alunos colocados na primeira fase registou um acréscimo de 255, correspondendo a um crescimento acumulado de 26,4% relativamente a 2019/2020. 

Já o número de estudantes internacionais colocados em Licenciaturas e Mestrados Integrados ascende a 365, sendo que a totalidade das vagas foi preenchida logo na primeira fase.

São resultados que Ana Costa Freitas considera “extraordinariamente gratificantes” pois “apesar das circunstâncias, a procura de formação de qualificação e de conhecimento tem vindo a ganhar novo fôlego, permitindo à Universidade de Évora resultados muito positivos, transversais a todas as suas áreas de atuação”. Uma confirmação, no seu entendimento, de que a UE “está no caminho certo e que deverá ser, cada vez mais, um espaço dinâmico, diverso e inspirador com um papel fundamental no desenvolvimento social”.

Para a reitora, “o interior do país, sobretudo a região do Alentejo, apresenta condições únicas para o desenvolvimento académico e profissional em áreas emergentes e assentes num modelo de desenvolvimento sustentável”. Este é, aliás, o caminho que a academia alentejana assegura estar a percorrer porque, como justifica Ana Costa Freitas “pretendemos afirmar a UE, a cidade e a região onde estamos inseridos a nível internacional em diversos domínios, onde a par da qualidade do ensino e da investigação, queremos contribuir para num novo paradigma urbano de cidades inteligentes”.

Para a segunda fase do concurso, que decorre até ao próximo dia 8 de outubro, restam apenas 8% das vagas (105), distribuídas por sete dos cursos oferecidos em 2021/2022. No entanto, poderá ser permitido um reforço de vagas com base em vagas sobrantes de outros concursos de acesso ao ensino superior, “oportunidade que, a existir, será aproveitada”, conclui a reitora.

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